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Você é
do tipo que não para de conferir a caixa de
e-mails, na expectativa por mensagens novas?
Cuidado: um estudo feito por cientistas britânicos
afirma que pessoas que têm esta prática podem
estar sofrendo de estresse, informa o portal G1.
A pesquisa, conduzida por um matemático, uma
técnica em informática e um psicólogo de
universidades da Escócia, classificou os usuários
de computador em três categorias: relaxados,
orientados e estressados.
Os "estressados" se sentem pressionados a
responder todos os e-mails na medida em que chegam
e não usam o correio eletrônico como um
instrumento útil para a vida pessoal e para o
trabalho.
Já os "relaxados" olham o e-mail quando bem
entendem e não se deixam pressionar por pessoas
que estão distantes.
Os "orientados", por sua vez, sentem alguma
necessidade de usar o e-mail, sempre respondem às
mensagens imediatamente e esperam o mesmo das
outras pessoas.
O estudo foi feito por meio de questionários
respondidos por 177 pessoas, a maioria empregada
em profissões acadêmicas ou que envolvem
comunicação e criatividade.
Entre os entrevistados, 64% disseram checar seus
e-mails pelo menos uma vez por hora e 35%
afirmaram que olham o correio eletrônico a cada 15
minutos. No entanto, os cientistas acreditam que a
freqüência pode ser ainda maior, já que outras
pesquisas mostram que muitas pessoas nem percebem
mais o ato.
A apuração também analisa a influência que a
auto-estima e o controle sobre a própria vida têm
nos hábitos de ler e-mails, usando escalas
definidas pela psicologia tradicional.
Conforme a pesquisa, muitas das pessoas que
disseram ter pouco controle sobre a vida pessoal
estão na categoria dos "estressados" com e-mail.
Já a baixa auto-estima é uma característica mais
presente entre os "orientados". |
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A cada minuto são criados mais dois blogs no
mundo, somando-se aos outros 112,8 milhões que
povoam a rede, segundo dados de agosto de 2008 da
empresa de busca e medição Technorati, uma das
mais respeitadas na internet. A mesma entidade
havia detectado cerca de 4 milhões de blogs no
final de 2004. Ou seja, em apenas quatro anos, a
chamada "blogosfera" cresceu 2.720%. Diante de
números assim, há quem defenda que novas mídias
como essa exercerão cada vez mais o papel de
informação e entretenimento antes restritos aos
veículos de massa, detentores de grandes
audiências, equipe profissionalizada, e tradição
histórica, como os jornais impressos e a
televisão. Desse complexo panorama de
transformações surge uma analogia entre as mídias
tradicionais e digitais e, conseqüentemente, uma
irrefreável indagação: o blogueiro é o novo
jornalista?
"Blogueiros e jornalistas são coisas tão
diferentes que nem deviam ser discutidas", afirma
Bruna Calheiros, principal figura por trás do blog
Smelly Cat, dedicado a curtas e longa-metragens em
animação. Apesar da assertividade da blogueira
quanto à separação de universos e de sua formação
em publicidade, sua página tem abordagem bastante
informativa e é constantemente atualizada com as
últimas novidades do gênero. Publicou diversos
posts sobre o festival AnimaMundi, por exemplo,
sem nada dever aos críticos mais tradicionais do
setor. Bruna garante que não segue regras e nem
pretende fazê-lo: "tenho meu tom, minha maneira e
coloco minha personalidade nos textos". Mas ela
pertence a um grupo de blogueiros que se propõem a
tratar de certos assuntos tão bem quanto o faria
um jornalista treinado para isso, quando não
melhor.
É o que acontece, por exemplo, com o catarinense
Rafael Ziggy, autor do SimViral, blog dedicado a
marketing e publicidade. Ou com Nick Ellis, que
faz de seu Digital Drops uma fonte confiável sobre
gadgets e tecnologia. Ou ainda com Carlos Merigo,
cujo blog Brainstorm #9 conta com programas sobre
propaganda e cultura gravados de modo bastante
profissional. Nenhum deles é jornalista, mas todos
escrevem em quantidade e em qualidade, apuram
muitas das notícias que publicam, editam textos e
selecionam fotos e vídeos para acompanhá-los,
entre outras coisas. Sim, fazem tudo isso com
bastante personalidade, deixando clara a distância
que têm da profissão jornalística. Mas trazem
tanta atenção para si e para seus blogs que passam
a ser mercadologicamente atraentes como se
cuidassem de um jornal de verdade. Cynara Peixoto,
que mantém a partir de Fortaleza o blog sobre
tecnologia Mundo Tecno, vê com bons olhos o
panorama. "É um mercado em franca expansão, que
ainda merece mais atenção dos publicitários. A
publicidade tem que ir para onde o público está",
alerta. Diversos blogueiros acompanham o movimento
e trocam informações sobre como fazer de sua
página na internet uma fonte de lucro. Esperam
atingir o grau de Ricardo Noblat, que ficou famoso
na época do mensalão por furar o muro do
jornalismo impresso com seu site - desde 2005 o
blogueiro só vive de e pelo seu blog. |